Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: a escolha do regime tributário é uma das decisões que mais impacta o caixa de uma empresa — e, ainda assim, é feita sem muita análise na maioria das vezes, geralmente logo na abertura do CNPJ e nunca mais revisada.
Por que o regime pode estar errado mesmo sem "erro"?
Não é preciso ter cometido um erro para estar no regime errado. Empresas mudam: crescem, mudam de atividade, alteram a proporção entre custos e mão de obra. O regime que era vantajoso há três anos pode não ser mais o ideal hoje.
Sinais de que vale a pena revisar
- Sua margem de lucro é alta: empresas com margens elevadas e poucas despesas dedutíveis costumam pagar menos no Simples do que no Lucro Presumido — mas isso não é regra geral.
- Você presta serviços com muita folha de pagamento: o Fator R pode estar te colocando em um anexo mais caro do que o necessário.
- Seu faturamento está próximo do teto do regime atual: a proximidade de um limite exige planejamento antecipado, não uma reação depois que ultrapassar.
- Você nunca comparou os regimes: se a escolha foi feita "de olho fechado" na abertura da empresa, é provável que nunca tenha sido a ideal.
Como funciona a análise comparativa
Uma análise séria simula, com os números reais da empresa, quanto seria pago em cada regime tributário disponível — considerando faturamento, folha de pagamento, custos e a atividade exercida. Só assim é possível afirmar com segurança qual caminho é o mais econômico.
Trocar de regime tributário tem janela certa para acontecer — normalmente em janeiro. Por isso, o planejamento precisa ser feito com antecedência, não em cima da hora.
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